Construção civil em 2015 tira o pé do acelerador - R. Bassani
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Construção civil em 2015 tira o pé do acelerador


Ouvrier de la construction effectuant un travail de précision

Como em todos os outros setores da economia brasileira, o cenário é de cautela no setor da construção civil em 2015, mas o ano ainda pode ser de crescimento. Para o Sinduscon, o PIB da construção civil deve crescer de 1% a 1,5% este ano.

Os analistas veem risco de superoferta no mercado imobiliário em algumas regiões. Como o volume de dinheiro no setor é grande, as ofertas certamente continuarão aumentando. Alguns especialistas já apontam para esse risco em cidades como São Paulo e em nichos de mercado com preço de imóvel entre R$ 300 mil e R$ 900 mil.

O Sinduscon assinala que o setor de construção civil não é tão afetado pela conjuntura a curto prazo. Estreitamente ligado ao cenário macroeconômico do país, o setor sofre influência do baixo crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) e da alta na taxa de juros. Por conta da instabilidade econômica do país, houve redução de lançamentos de maneira geral no último trimestre de 2014.

A BB Investimentos, em relatório assinado pelos analistas Daniel Cobucci e Wesley Bernabé, e divulgado em novembro de 2014, destacou que alguns dos sustentáculos fundamentais do setor estão mantidos. Eles relacionam fatores favoráveis como o baixo índice de desemprego, o elevado déficit habitacional e ainda um pequeno volume de crédito imobiliário como percentual do PIB. Segundo o  Banco Central, os financiamentos somavam em setembro de 2014 a quantia de R$ 474 bilhões, o que corresponde a 9,4% do PIB.  No mesmo mês no ano anterior (2013) o percentual era de 7,9%.

Cobucci e Bernabé reconhecem que o ano de 2015 é um ano de desafios em todos os setores da atividade econômica, sustentam, porém, que empresas que têm maior controle de seu endividamento  são mais aptas a manter um ritmo de vendas, sem ter que mexer muito em suas margens de lucro.

A venda de imóveis populares recebeu um duro golpe já no início do ano com a Caixa Econômica Federal aumentando a taxa de juros de 9,15% para 11% desde o dia 19 de janeiro de 2015. A Caixa é responsável por 70% do volume de financiamento imobiliário do mercado. Este aumento expressivo certamente vai impactar o setor, já que as taxas praticadas pela Caixa para habitação servem de referência para os outros bancos. Apesar da retração no consumo das famílias, o Sinduscon acredita que obras de infraestrutura devem impulsionar o setor, como as rodoviárias e aeroportuárias, e ainda devem vir obras de portos e ferrovias.

Certo é que os anos gloriosos de crescimento vertiginoso da indústria da construção civil, registrados entre 2007 e 2012, já fazem parte do passado. O setor entrou em ritmo de desaceleração do crescimento desde 2013. A tão falada “demanda reprimida” impactou o mercado nos anos de apogeu e o que se pode esperar agora é uma demanda orgânica que vai seguir no ritmo do crescimento das famílias, na retomada do crescimento da indústria e na retomada de investimentos por parte de estados e municípios.

Fontes:

http://www.crecipr.gov.br

www.sinduconbc.com.br

http://www20.caixa.gov.br/Paginas/NaMidia/Noticia.aspx?inmeID=607


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